No âmbito desta operação norte-americana, a França e a Alemanha forneceram armas pesadas ao Exército iraquiano e às forças peshmerga. Além disso, militares destes países estão colocados em Arbil e Bagdá para realizar a coordenação e controle do desenvolvimento da operação. No âmbito da etapa preparativa da operação, as forças peshmerga e o Exército iraquiano estão bombardeando os arredores de Mossul no solo e os aviões da coalizão – a partir do ar.
O porta-voz do Partido Democrático do Curdistão em Mossul, Said Mamuzini, disse em entrevista à Sputnik Turquia que no contexto da preparação das forças iraquianas governamentais e das forças curdas peshmerga para a operação de liberação de Mossul, os militantes do Daesh têm pressa em fugir de Mossul e se dirigirem para Raqqa, na Síria. "A operação deverá começar dentro de alguns dias. Neste momento se realizam as últimas preparações. No âmbito da operação, as forças peshmerga e do Exército governamental iraquiano estão realizando bombardeamentos com armas pesadas das posições do Daesh na região de Mossul. Por seu turno, os países da coalizão realizam ataques aéreos constantes. Foram tomadas medidas adicionais de segurança na fronteira", disse Mamuzini.
Segundo dados do representante do partido, os militantes do Daesh estão cavando trincheiras ao redor de Mossul e instalando armadilhas com bombas e minas. Os terroristas também colocaram veículos cheios de explosivos ao redor da cidade e minas e armadilhas em casas vazias.
"O Daesh está em pânico às vésperas da operação. Segundo as informações que temos, muitos militantes estão fugindo de Mossul para Raqqa. <…> No total, não há forças significativas de terroristas em Mossul. Isso permite esperar que a cidade seja liberada mais cedo do que estava planejado", disse. Mamuzini afirmou também que o líder do Daesh, Abu Bakr al-Baghdadi, elaborou uma nova estratégia em relação a Mossul. Ele disse aos militantes que lutem se puderem, se não – que preparem minas e bombas armadilhadas, destruam a cidade e fujam daí para fora.
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